Valor da Aposentadoria por Invalidez após Auxílio-Doença: Quanto você vai receber?
Para quem enfrenta uma doença grave ou sofreu um acidente que impede o retorno ao trabalho, o tempo parece passar de um jeito diferente.
Primeiro vem o susto, depois o afastamento pelo auxílio-doença e, por fim, a percepção de que o corpo ou a mente não conseguem mais dar conta da rotina profissional.
Nesse momento, a grande preocupação deixa de ser apenas a saúde e passa a ser o bolso: qual será o valor da aposentadoria por invalidez após o auxílio-doença?
Sabemos que a incerteza financeira gera uma angústia enorme, especialmente quando as contas não param de chegar.
Neste conteúdo, vamos esclarecer como o INSS calcula o seu benefício e o que mudou com as novas regras. Acompanhe!
Qual o valor da aposentadoria por invalidez após auxílio-doença?
Muitas pessoas acreditam que, ao passar do auxílio-doença para a aposentadoria por incapacidade permanente (o novo nome da aposentadoria por invalidez), o valor do pagamento continuará o mesmo.
Infelizmente, na maioria dos casos, isso não acontece.
O cálculo mudou drasticamente com a Reforma da Previdência de 2019. Agora, o valor é baseado na média de todas as suas contribuições desde julho de 1994.
Sobre essa média, aplica-se um coeficiente que começa em 60% e aumenta 2% para cada ano que ultrapassar 15 anos de contribuição (para mulheres) ou 20 anos (para homens).
Quem se aposenta por invalidez recebe 100% do salário?
A regra dos 100% da média ainda existe, mas ficou restrita a casos específicos.
Você só receberá o valor integral se a sua invalidez for causada por um acidente de trabalho, uma doença ocupacional (causada pela sua profissão) ou uma doença profissional.
Se a doença não tiver relação direta com o trabalho, o valor costuma ser menor do que o auxílio-doença que você vinha recebendo.
Qual o valor da aposentadoria por invalidez?
Para ficar claro: se a sua média de salários foi de R$ 3.000,00 e você se aposenta por uma doença comum (como um problema cardíaco não relacionado ao trabalho) com 15 anos de contribuição, você receberá apenas 60% desse valor, ou seja, R$ 1.800,00.
Essa queda no rendimento é o que torna essencial a análise de um especialista, para verificar se não há como enquadrar a doença como ocupacional e garantir o valor integral.
É vantagem se aposentar por invalidez?
Do ponto de vista financeiro, após a Reforma de 2019, muitas vezes o auxílio-doença paga mais do que a aposentadoria por invalidez comum.
No entanto, a “vantagem” da aposentadoria é a estabilidade.
Enquanto no auxílio-doença você precisa passar por perícias frequentes e corre o risco de ter o benefício cortado a qualquer momento (a famosa “alta” do INSS), a aposentadoria por invalidez traz uma segurança maior de longo prazo, permitindo que você organize sua vida e seu tratamento com mais calma.
Quem tem direito a 25% de adicional na aposentadoria por invalidez?
Se a sua condição de saúde é tão grave que você precisa da ajuda permanente de outra pessoa para atividades básicas (como tomar banho, se vestir ou comer), você tem direito ao adicional de 25%.
Esse valor é somado à sua aposentadoria, mesmo que você já receba o teto do INSS.
É um auxílio destinado a ajudar no pagamento de cuidadores ou para auxiliar a família que parou de trabalhar para cuidar de você.
O laudo médico por tempo indeterminado me aposenta?
Um erro comum é acreditar que, se o seu médico escrever “tempo indeterminado” ou “incapacidade definitiva” no laudo, o INSS é obrigado a te aposentar.
Na verdade, o perito do INSS tem autonomia para discordar.
O laudo médico é uma peça fundamental, mas ele precisa ser detalhado.
Não basta o nome da doença, o médico precisa descrever por que você não consegue trabalhar e por que não pode ser reabilitado em outra função.
Um laudo genérico é o caminho mais rápido para um benefício negado.
Quer saber se você tem direito ao valor integral da aposentadoria? Clique aqui para conversar com nossos advogados e tirar todas as suas dúvidas sobre a aposentadoria por invalidez.
Como dar entrada na aposentadoria por invalidez?
Diferente de outros benefícios, você geralmente não “pede” a aposentadoria por invalidez de forma direta.
O caminho padrão do INSS é que você solicite o auxílio-doença e, durante a perícia, o médico avalie se a sua incapacidade é total e sem cura.
Se você já está em auxílio-doença e sua saúde não melhora, é possível pedir a conversão para a aposentadoria definitiva.
O segredo do sucesso: a orientação prévia de um especialista
Muitos trabalhadores cometem o erro de esperar a negativa do INSS para só então procurar ajuda.
No entanto, o melhor caminho para garantir o benefício é conversar com um advogado especialista antes mesmo de agendar a perícia.
Veja por que essa consultoria prévia aumenta drasticamente suas chances:
- Análise do “Limo” de Provas: O advogado revisa seus laudos e exames. Muitas vezes, um termo técnico mal colocado pelo seu médico pode fazer o perito do INSS entender que você “pode ser reabilitado”, quando na verdade não pode.
- Preparação para a Perícia: O especialista orienta você sobre como relatar suas limitações no dia da avaliação. Não se trata de inventar sintomas, mas de saber comunicar como a dor ou a limitação impede você de realizar suas tarefas específicas no trabalho.
- Identificação do Nexo Causal: Se a sua doença foi causada pelo trabalho, o advogado já prepara a documentação (como a CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho) para garantir que você receba 100% do salário, e não apenas os 60% da regra comum.
- Estratégia de Conversão: Se o seu caso for de urgência, o advogado pode identificar se é mais vantajoso entrar diretamente com uma ação judicial, onde os peritos costumam ser especialistas na sua doença, ao contrário dos peritos generalistas do INSS.
Dar entrada com o suporte de quem conhece as “pegadinhas” do sistema transforma um processo incerto em um pedido sólido e com muito mais chances de aprovação imediata.
O papel do advogado para garantir que os direitos sejam garantidos
Lidar com o INSS quando se está doente é exaustivo. É nesse cenário que o advogado especializado se torna indispensável. Nós atuamos para:
- Garantir o valor justo: Analisamos se sua doença pode ser considerada ocupacional para que você receba 100% da média, e não apenas 60%.
- Organizar as provas: Orientamos sobre como o laudo médico deve ser redigido para que o perito não tenha dúvidas sobre a sua invalidez.
- Combater injustiças: Se o INSS der “alta” para alguém que claramente não pode trabalhar, entramos com ação judicial para restabelecer o benefício e buscar a aposentadoria definitiva.
- Adicional de 25%: Auxiliamos na comprovação da necessidade de terceiros para garantir esse aumento no seu sustento.
Sabemos que você já está enfrentando batalhas demais com a sua saúde. Não deixe que a burocracia do INSS seja mais uma delas.
Nosso escritório auxilia de forma humanizada e ágil pessoas a garantirem seus benefícios previdenciários com profissionais especializados.
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